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Ibama fecha movelaria que usava madeira ilegal de terras indígenas no MA
13-06-2026 01:55

Ibama fecha movelaria clandestina em Centro Novo do Maranhão
Uma movelaria clandestina que usava madeira retirada ilegalmente de terras indígenas para fabricar peças de armas de fogo foi fechada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Centro Novo do Maranhão.
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A ação ocorreu durante uma operação de combate à exploração ilegal de madeira realizada em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Batalhão de Polícia Ambiental.
Durante a fiscalização, os agentes identificaram que o estabelecimento utilizava madeira sem comprovação de origem para fabricar coronhas e outras peças de armas de fogo.
Segundo o Ibama, há suspeita de que o material fosse usado em atividades criminosas, incluindo crimes ambientais em áreas protegidas.
O proprietário da movelaria foi autuado pelas irregularidades encontradas. Fiscalização encontrou madeira de espécies retiradas de áreas protegidas Ibama fecha movelaria que usava madeira ilegal de terras indígenas no MA Reprodução Segundo o Ibama, as espécies mais utilizadas eram cedro, roxinho e andiroba.
Essas madeiras são encontradas principalmente em terras indígenas e unidades de conservação da Amazônia maranhense. De acordo com o analista ambiental do Ibama, Givanildo Lima, a exploração ilegal dessas espécies tem sido frequente na região. "O que temos encontrado é uma grande quantidade de empreendimentos utilizando madeira de origem ilegal, que são espécies encontradas apenas em áreas protegidas, sejam terras indígenas ou unidades de conservação do que ainda resta da Amazônia aqui no Maranhão", afirmou. Operação já resultou no fechamento de nove estabelecimentos Além da movelaria fechada em Centro Novo do Maranhão, a operação também interditou outros oito empreendimentos que utilizavam madeira de origem ilegal. Ao todo, foram apreendidos mais de 50 mil metros cúbicos de madeira.
As multas aplicadas ultrapassam R$ 500 mil. As ações começaram no último dia 8 e continuam nas regiões das terras indígenas Alto Turiaçu, Awá e Turiaçu, que concentram parte dos remanescentes da Amazônia no Maranhão. Segundo o Ibama, o objetivo é combater a extração ilegal de madeira e proteger os territórios indígenas da região.
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